Doutrina Católica

Esta página objetiva levar o visitante a conhecer e se aproximar de Deus, por meio da fé cristã, conforme a doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana.  O Conhecer e o Amar caminham de mãos dadas, pois “ninguém ama aquilo que não conhece!"

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MISSÃO URGENTE

Missionários Leigos da Santa Cruz

 

  Conheça e ame a sua Igreja

 

 Centenas de Igrejas surgem por ano no Brasil, quais casas comerciais se espalham com suas razões sociais, muitas vezes estapafúrdias e até ridículas como Igreja do Barranco Sagrado, Igreja A de Amor e outras. Distingo-as das Igrejas que têm uma tradição, história e razões teológicas que lhes caracterizam, advindas da Reforma Luterana.

Todas se dizem verdadeiras e de Jesus. É óbvio.

No entanto só uma pode ser a Igreja que Jesus fez. Qual?

A resposta é simples: aquela que remonta o tempo apostólico, até o Jesus Histórico. E esta é a Católica Apostólica Romana.

Jesus escolheu 12 Apóstolos, deu-lhes poder de batizar, perdoar pecados, celebrar a Eucaristia, enviou-os pelo mundo para anunciar o Evangelho, disse que estaria com eles até o fim dos tempos. (Cf. MT. 28,19 ss)

A Igreja de Cristo é aquela cujo Pastor está no lugar do primeiro Pastor que Jesus deixou para sua Igreja: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus; tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus e tudo o que desligares na Terra será desligado no Céu.” (MT. 16,18-20). Em outra ocasião, Jesus disse a Pedro por três vezes: apascenta meus cordeiros, apascenta minhas ovelhas, apascenta minhas ovelhas. (Cf. Jo. 21, 15-17)

É indiscutível que Jesus confiou a Pedro o cuidado dos seus discípulos, sua Igreja, destinada até ao fim dos tempos. (Cf. MT.28, 20)

São Pedro foi martirizado em Roma como pastor dos cristãos (67 d.C.). A Igreja continuou com Lino (67-76 d.C.), Cleto (77-88 d.C.), Clemente (89-98 d.C.), Evaristo (98-105 d.C.) até o Papa Francisco (2013). O Papa é historicamente o sucessor de Pedro, logo, a Igreja de Cristo é a Católica.

A quem interessa saber qual a Igreja que Jesus iniciou precisa consultar a história, puxar o fio da história da sua Igreja e ver se ela começa com os Apóstolos de Cristo. Somente a Igreja Católica é Apostólica. Se Jesus fez uma Igreja não se pode fazer outra. A desculpa de que a Igreja se corrompeu não se justifica, pois Jesus disse que estaria com ela todos os dias e o poder do inferno não prevaleceria sobre ela

Nesses dois mil anos a Igreja sofreu muitos cismas, e dessas rupturas surgiram Igrejas separadas da comunhão com o sucessor de Pedro e incorrendo em erros doutrinários. Apesar das falhas, da corrupção de muitos dos seus membros, a Igreja conservou a Tradição, a Sagrada Escritura e o Credo Apostólico.

Infelizmente a questão da origem da Igreja não é importante para muitos fiéis, que sofridos, desesperados buscam soluções imediatas e mágicas para suas vidas, nem se tocam que a Igreja que frequentam ou pertencem foi aberta por um estranho, numa garagem na rua do seu bairro.

Eu conheço e amo a Igreja Católica que tem a humildade e a coragem de reconhecer e pedir perdão pelas vezes que em vez de servir à causa do Evangelho corrompeu-se com o poder e as riquezas.

Eu amo a Igreja mesmo conhecendo o quanto é falível e pecadora, pois é composta de gente como eu, pior do que eu e de muita gente bem melhor do que eu.

Casta Meretrix falavam os Padres da Igreja, sábios que distinguiam a “Esposa de Cristo” pura, sem mancha e ruga, na fala de Paulo, e nesta mesma única Igreja, a corrupção de muitos dos seus membros, mas, nem por isso romperam a unidade e a comunhão eclesial.

Eu amo a Igreja que guarda, traz e explica a Tradição, a Bíblia e o Credo Apostólico.

Eu amo a Igreja que batiza nos enxertando em Cristo, Deus e Homem, único Mediador e Salvador, que se fez Eucaristia, Banquete e Sacrifício, e nos demais Sacramentos comunica perdão, cura, vida e vida eterna.

Eu amo a Igreja, una na comunhão com os Bispos e o Papa e una na doutrina.

Amo a Igreja que venera e reconhece a Virgem Maria como aquela que depois de Cristo está mais perto de Deus e de nós.

Amo a Igreja fecunda em santos e santas. Advogada dos pobres, excluídos e sofridos. Que profetiza contra as forças do mal, por isso, martirizada.

Amo a Igreja rica em todas as Obras de Misericórdia, repleta de vocações contemplativas, missionárias e caritativas.

Eu conheço e amo a Igreja que me perdoa e me suporta, e a quem eu perdoo e suporto as fraquezas.

Eu quero viver e morrer no seio da Igreja Católica Apostólica Romana.

 

 

Irmão João.

Missionario Leigo, terapeuta e amigo da Paróquia de Sant'Ana

 


 

 Homilia do Papa: posse na cátedra de Roma - 07/04/2013
 

Catequese

Praça de São Pedro, no Vaticano

Quarta-feira, 1º de maio de 2013

 

Caros irmãos e irmãs, Bom dia!

Hoje, 1º de maio, celebramos São José Operário e iniciamos o mês tradicionalmente dedicado a Nossa Senhora. No nosso encontro de hoje, quero focar estas duas figuras importantes na vida de Jesus, da Igreja e nas nossas vidas, com duas breves reflexões: primeiro, sobre o trabalho, segundo, sobre a contemplação de Jesus.

No Evangelho de São Mateus, em um dos momentos em que Jesus retorna à sua região, a Nazaré, e fala na sinagoga, destaca-se o espanto de seus compatriotas por sua sabedoria. Eles se perguntam: “Não é este o filho do carpinteiro? “(13:55). Jesus entra em nossa história, está entre nós, nascido de Maria pelo poder de Deus, mas com a presença de São José, o pai legal, de direito, que cuida d’Ele e também lhe ensina seu trabalho. Jesus nasce e vive em uma família, na Sagrada Família, aprendendo com São José o ofício de carpinteiro, na carpintaria em Nazaré, dividindo com ele seus compromissos, esforços, satisfação e as dificuldades do dia a dia.

Isso nos lembra a dignidade e a importância do trabalho. O livro de Gênesis nos diz que Deus criou o homem e a mulher dando-lhes a missão de encher a terra e sujeitá-la, o que não significa desfrutá-la, mas cultivá-la e protegê-la, cuidar dela com o seu trabalho (cf. Gen 1:28; 2 15). O trabalho faz parte do plano de amor de Deus, somos chamados a cultivar e cuidar de todos os bens da criação, deste modo participamos da obra da criação! O trabalho é fundamental para a dignidade de uma pessoa. O trabalho, para usar uma imagem concreta, nos “unge” de dignidade, nos plenifica de dignidade, nos torna semelhantes a Deus, que trabalhou e trabalha, age sempre (cf. Jo 5:17), dá a capacidade de nos manter, manter nossa família, contribuir para o crescimento da nação. E aqui penso nas dificuldades que, em vários países, se encontra hoje o mundo do trabalho e da empresa, eu penso naqueles que, não apenas os jovens, estão desempregados, muitas vezes por uma concepção puramente econômica (mecanicista) da sociedade, que busca o lucro egoísta, fora dos parâmetros de justiça social.

Eu gostaria de estender a todos o convite à solidariedade e, aos chefes do setor público, convidá-los ao encorajamento, a fazer de tudo para dar um novo impulso ao emprego, isso significa se preocupar com a dignidade da pessoa mas, acima de tudo, vos exorto a não perderem a esperança; São José também teve momentos difíceis, mas nunca perdeu a confiança e soube superá-los, na certeza de que Deus não nos abandona. E agora gostaria de falar especialmente a vocês, meninos e meninas, a vocês jovens: se esforcem em suas tarefas diárias, no estudo, no trabalho, nas relações de amizade, contribuindo com os outros, o vosso futuro também depende de como vocês vão viver esses preciosos anos de vida. Não tenham medo do compromisso, do sacrifício e não olhem para o futuro com medo, mantenham viva a esperança: há sempre uma luz no horizonte.

Acrescento uma palavra sobre uma outra situação de trabalho que me incomoda: refiro-me ao que definimos como “trabalho escravo”, o trabalho que escraviza. Quantas pessoas no mundo são vítimas deste tipo de escravidão, em que é a pessoa que serve o trabalho, enquanto deve ser o trabalho a oferecer um serviço à pessoa, para que tenhamos todos dignidade. Peço aos irmãos e irmãs na fé e todos os homens e mulheres de boa vontade, uma escolha decisiva contra o tráfico de pessoas, contexto no qual se constitui o “trabalho escravo”.

Faço referência agora ao segundo pensamento: no silêncio das ações cotidianas, São José, juntamente com Maria, tem um centro comum de atenção: Jesus. Eles acompanham e protegem, com empenho e carinho, o crescimento do Filho de Deus feito homem por nós, refletindo sobre tudo o que acontecia. Nos Evangelhos, Lucas enfatiza duas vezes a atitude de Maria, que também é a de São José, “guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração” (2,19.51). Para ouvir o Senhor, devemos aprender a contemplá-Lo, perceber sua presença constante em nossas vidas; precisamos parar para dialogar com Ele, dar-lhe espaço na oração. Cada um de nós, vocês meninas, meninos e, jovens, em grande número reunidos aqui nesta manhã, deve se perguntar: qual o espaço dou ao Senhor? Eu paro para falar com Ele? Desde que éramos crianças, nossos pais nos acostumaram a começar e terminar o dia com uma oração, para nos ensinar a perceber que a amizade e o amor de Deus nos acompanhavam. Vamos nos lembrar mais do Senhor em nosso dia!

E neste mês de maio, eu gostaria de lembrar a importância e a beleza da oração do Santo Terço. Recitando a Ave Maria, somos levados a contemplar os mistérios de Jesus, refletir sobre os principais momentos de Sua vida, para que, como foi com Maria e São José, Ele seja o centro dos nossos pensamentos, da nossa atenção e de nossas ações. Seria bom que, especialmente neste mês de maio, rezássemos juntos, em família, com os amigos, na paróquia, o Santo Terço ou alguma oração a Jesus e à Virgem Maria! A oração feita em comunidade é um momento precioso para tornar ainda mais forte a vida familiar, a amizade! Aprendamos a rezar mais em família e como família!

Queridos irmãos e irmãs, rogamos a São José e à Virgem Maria que nos ensinem a sermos fiéis a nossas tarefas diárias, a viver nossa fé nas ações do dia a dia e dar mais espaço ao Senhor em nossas vidas, a parar para contemplar Seu rosto. Obrigado


 

Boletim da Santa Sé Tradução: Sergio Coutinho (CN Roma) Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Na catequese passada nossa atenção foi para o evento da Ressurreição de Jesus, no qual as mulheres tiveram uma lugar especial. Hoje gostaria de refletir sobre a realidade salvífica. O que significa para a nossa vida a Ressurreição? E porque sem ela é vã a nossa fé? A nossa fé se fundamenta sobre a Morte e Ressurreição de Cristo, assim como uma casa se apoia sobre a fundação: cedendo esta, cai toda a casa. Sobre a cruz, Jesus ofereceu-se a si mesmo levando sobre si os nossos pecados e descendo ao abismo da morte e na Ressureição os venceu, os tirou e nos abriu a via para renascer para uma vida nova. São Pedro se expressa sinteticamente no início de sua Primeira Carta, como nós escutamos: “Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Na sua grande misericórdia ele nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma viva esperança, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível.” (I Pd 1, 3-4).

O apóstolo nos diz que com a Ressurreição de Jesus algo absolutamente novo acontece: somos libertos da escravidão do pecado e nos tornamos filhos de Deus, somos gerados para uma vida nova. Quando se realiza isto em nós? No Sacramento do Batismo. Antigamente, este era recebido normalmente por imersão. Aquele que deveria ser batizado descia na grande piscina do Batistério, deixando as suas vestes, e o Bispo ou Presbítero derramava por três vezes água na sua cabeça, batizando-o em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo. Depois o batizado saía da piscina e vestia vestes brancas novas: tinha nascido para uma vida nova, imergindo-se na Morte e Ressurreição de Cristo. Tornava-se filho de Deus. São Paulo na Carta aos Romanos escreve: “vós recebestes o Espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai!” (Rm 8, 15). E é o Espírito que nós recebemos no batismo que nos ensina, nos impulsiona, a dizer a Deus: “Pai”, ou melhor “Abbá!” que significa “Paizinho”. Assim é o nosso Deus: é um Pai para nós. O Espírito Santo realiza em nós esta nova condição de filho de Deus. E este é o maior dom que recebemos do Mistério Pascal de Jesus. Deus nos trata como filhos, nos compreende, nos perdoa, nos abraça, nos ama também quando erramos. Já no Antigo Testamento, o profeta Isaías afirmava que se ainda uma mãe se esquecesse dos filhos, Deus jamais se esqueceria de nós, em nenhum momento (cfr 49,15). E isto é muito bonito!

Todavia, esta relação de filiação com Deus não é como um tesouro que conservamos num canto de nossa vida, mas deve crescer, deve ser alimentada a cada dia através da escuta da Palavra de Deus, a oração, a participação aos Sacramentos, especialmente da Penitência e da Eucaristia, e a caridade. Nós podemos viver como filhos! Isto quer dizer que cada dia devemos deixar que Cristo nos transforme e nos faça como Ele; quer dizer procurar viver como cristãos, buscar segui-lo, ainda que vejamos os nossos limites e as nossas fraquezas. A tentação de deixar Deus de lado para colocar no centro nós mesmos está sempre às portas e a experiência do pecado fere a nossa vida cristã, o nosso ser filhos de Deus. Por isto devemos ter a coragem da fé e não nos deixar conduzir pela mentalidade que nos diz: Deus não serve, não é importante para você”, e assim por diante. É exatamente o contrário: somente comportando-nos como filhos de Deus, sem desanimar com as nossas quedas, com os nossos pecados, sentindo-nos amados por Ele, a nossa vida será nova, animada pela serenidade e pela alegria. Deus é a nossa força! Deus é a nossa esperança!

Queridos irmãos e irmãs, devemos, nós em primeiro lugar, ter firmes esta esperança e devemos ser um sinal visível, claro, luminoso para todos, O Senhor Ressuscitado é a esperança que não nos engana (cfr. Rm 5,5). A esperança não nos engana. Aquela do Senhor! Quantas vezes na nossa vida as esperanças se vão, quantas vezes as expectativas que temos no coração não se realizam! A esperança de nós cristãos é forte, segura, sólida nesta terra, onde Deus nos chamou a caminhar, e é aberta para a eternidade, porque é fundada em Deus, que é sempre fiel. Não podemos esquecer: Deus é sempre fiel; Deus é sempre fiel conosco. Ser ressuscitado com Cristo mediante o Batismo, com o dom da fé, para uma herança que não se corrompe, nos leva a buscar as coisas de Deus, a pensar mais Nele, a pensar como Ele, agir como Ele, amar como Ele; é deixar que Ele tome posse da nossa vida e a mude, a transforme, a livre das trevas do mal e do pecado.

Queridos irmãos e irmãs, a quem nos pedir as razões da esperança que está em nós (cfr Pd 3, 15), indiquemos o Cristo Ressuscitado. Indiquemos com o anúncio da Palavra, mas sobretudo com a nossa vida de ressuscitados. Mostremos a alegria de sermos filhos de Deus, a liberdade que nos doa o viver em Cristo, que é a verdadeira liberdade, que nos salva da escravidão do mal, do pecado, da morte! Olhemos para a Pátria celeste, teremos uma nova luz e força também no nosso compromisso e nas nossas tarefas cotidianas. É um serviço precioso que devemos dar a este nosso mundo, que normalmente não consegue mais levantar o olhar para o alto, não consegue mais levantar o olhar para Deus.